De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a leucemia está entre os dez tipos de câncer mais comuns no Brasil, ocupando a 9ª posição entre os homens. Para 2026, a estimativa é de mais 11.540 novos casos em todo o país.
A campanha Fevereiro Laranja tem como objetivo conscientizar a população sobre a leucemia, alertar para a importância do diagnóstico precoce e incentivar a doação de medula óssea. O Sintesfal reforça, ainda, a relevância de hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção de doenças e de promoção da saúde.
Sobre a leucemia
De origem ainda desconhecida, a leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas produzidas na medula óssea. Em razão de uma mutação genética, as células doentes passam a se multiplicar de forma desordenada e com menor taxa de morte celular, substituindo as células saudáveis.
Embora, em muitos casos, não apresente sintomas na fase inicial, é fundamental estar atento a sinais como:
•fraqueza e fadiga persistentes;
•sangramentos e hematomas frequentes;
•sangramento nasal;
•petéquias (pequenos pontos vermelhos na pele);
•anemia;
•suor noturno;
•inchaço dos gânglios linfáticos;
•dores nos ossos ou nas articulações;
•infecções recorrentes.
A doença também pode ser classificada de acordo com sua evolução. As formas agudas apresentam progressão rápida e agressiva, enquanto as crônicas se desenvolvem de maneira mais lenta.
Entre os principais fatores de risco estão: tabagismo, exposição elevada à radiação, contato frequente com formol, benzeno e agrotóxicos, infecção pelos vírus das hepatites B e C, histórico familiar da doença e idade avançada.
Doação de medula óssea
A chance de encontrar um doador compatível é de aproximadamente uma em cem mil pessoas, o que torna fundamental ampliar o número de voluntários cadastrados. A doação de medula óssea pode representar a única chance de cura para muitos pacientes.
Para se tornar doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e não apresentar doenças infecciosas ou incapacitantes.
O cadastro é realizado em um hemocentro, por meio da coleta de uma pequena amostra de sangue para exames. Caso seja identificada compatibilidade com algum paciente, o doador será contatado para confirmar sua decisão e receber todas as orientações necessárias sobre o procedimento.
