A presidente do Sintesfal, Edileide Salustiano, participou do 14° Congresso da CUT Nacional, realizado nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro em São Paulo, que incluiu diversos debates, atividades e a eleição da nova diretoria da CUT Brasil.

Durante o congresso, foram realizadas mesas temáticas com a participação de especialistas, incluindo economistas, políticos, autoridades em direitos trabalhistas e juristas, para discutir temas que permeiam os debates. O objetivo era contribuir com as estratégias de luta e ações a serem definidas.

Principais debates:
Foram debatidos o combate à desigualdade e o modelo de Estado. Segundo a presidente Edileide Salustiano, no congresso ficou evidenciada a urgência de ações para transformar o cenário econômico e social do Brasil. Ela afirmou: “Como mencionado, estamos diante de desafios significativos que afetam diretamente a vida de milhões de brasileiros.” A dirigente também ressaltou que os desafios relacionados ao envelhecimento da população não podem ser ignorados e que é necessário buscar soluções que garantam dignidade aos idosos que dedicaram suas vidas ao trabalho. Ela concluiu: “Em resumo, este debate nos mostra a importância da atuação dos sindicatos na construção de um Brasil mais justo e sustentável. Devemos nos unir e defender esses princípios com determinação.”

Outro tema abordado foi a necessidade de enfrentar a direita no país, o que requer organização dos trabalhadores. O debate ocorreu no segundo dia do 14º CONCUT, com palestras do senador Humberto Costa e de Rafael Freire, o secretário-geral da Central Sindical das Américas (CSA). O senador Humberto Costa enfatizou a importância contínua da luta contra as forças extremistas no Brasil e destacou a necessidade de que o povo, a classe trabalhadora e os sindicatos ocupem e lutem em todos os espaços para defender seus interesses. Além disso, o Senado apontou para as mudanças no perfil ideológico do centrão no Congresso, que agora representa os interesses do sistema financeiro. Já Rafael Freire da CSA ressaltou a necessidade de alianças sociais e destacou o papel dos sindicatos na defesa dos direitos das mulheres, das pessoas negras e da comunidade LGBTQIA+. Ele alertou para a rápida perda de conquistas em meio ao avanço da extrema-direita e discutiu os desafios enfrentados pelos trabalhadores de hoje, impactados pelas transformações tecnológicas e pela precarização do trabalho.

Ainda no segundo dia, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, defendeu uma atuação sindical mais próxima ao povo e destacou a necessidade de construir um novo modelo sindical, dado às mudanças na natureza do trabalho, com uma presença crescente de trabalhadores informais, como microempreendedores, entregadores por aplicativos e teletrabalhadores. Para o presidente da Nacional, a importância dos sindicatos nas comunidades, mesmo quando os trabalhadores não estão em ambientes formais de trabalho, foi enfatizada. Ele afirmou: “O sindicalismo deve ser mais do que uma presença pontual em períodos eleitorais, e a CUT precisa estar onde o povo está, oferecendo orientação, reivindicação de direitos e apoio.”

Marcha à Brasília:
Também no 14° Congresso da CUT Nacional, foi aprovada uma Marcha à Brasília no primeiro semestre de 2024, com o objetivo de levar reivindicações, incluindo a revogação da reforma trabalhista, visando a recuperação de todos os direitos que foram afetados por ela, a revogação da lei da terceirização ilimitada e da reforma previdenciária de Bolsonaro.